Corações Abertos

Fesporte cria grupo de trabalho para revisão de regulamentos

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 Por Jairo Pedroso

 A Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) publicou nesta sexta-feira (14), em sua página oficial, decreto assinado pela presidente Natália Lúcia Petry que institui o grupo de trabalho para atuar na revisão do regulamento geral e regulamento técnico dos eventos promovidos pela Fesporte.

A comissão será integrada por membros do Conselho Estadual de Esporte, Tribunal de Justiça Desportiva e da própria Fesporte, com a previsão de término dos trabalhos até dia 31 do próximo mês.

A iniciativa de instituir um grupo de trabalho para revisar regulamentos partiu da presidente da Fesporte, professora Natália Lúcia Petry, após ouvir sugestões de dirigentes municipais. “Eu já tinha essa ideia já algum tempo e durante os Jogos Abertos de Santa Catarina, em Caçador, ouvi diversos representantes municipais pedindo revisão nos regulamentos dos eventos da Fesporte visando evitar ambiguidades de interpretação e até mesmo disparidade entre os regulamentos e a lei estadual”.
Natália destaca que ouviu boas sugestões e juntamente com o Conselho Estadual de Esporte e Tribunal de Justiça Desportiva pretende dialogar com toda a sociedade esportiva para que os regulamentos contemplem a todos de forma mais clara e objetiva , evitando assim insegurança jurídica durante as competições esportivas.

Segundo o coordenador geral dos Jogos Abertos, Jeferson Ramos Batista, dentre as mudanças pleiteadas pelos desportistas catarinenses está à alteração da lei 17.276, de 5 de outubro de 2017, que normatiza a participação dos atletas nos eventos promovidos pelo sistema desportivo estadual. Segundo esta legislação, para efetuar a inscrição nas respectivas competições o atleta deverá ser nascido ou residir pelo prazo mínimo de dois anos em Santa Catarina.

“O primeiro passo será a realização de uma audiência pública para discutirmos com os profissionais de educação física, dirigentes e atletas quais as alterações pleitear. Em seguida, a equipe técnica se reunirá para avaliar e definir as possíveis mudanças. Vamos construir estas propostas em conjunto, com o respaldo jurídico através do Tribunal de Justiça Desportiva, e com a participação do Conselho Estadual de Esporte, órgão fiscalizador e que irá referenciar as alterações que passarão a valer a partir de 2019”, explica o coordenador.

A alteração no regulamento também é pleiteada pelo dirigente esportivo de Caçador, Salézio Kindermann. Atuante no futebol feminino de alto rendimento, ele explica que sete atletas da sua equipe estão impedidas de defender o município por não ter residência fixa no Estado há dois anos. “Nossas contratações se concentram nos meses de janeiro e fevereiro e, ao final de cada ano, há uma transição natural na equipe com a venda e desligamento de jogadoras. O regulamento atual compromete a nossa participação nos Jasc, e por isso defendo que o prazo mínimo seja de pelo menos seis meses. Essa medida impediria contratações apenas para os referidos jogos, ao mesmo tempo em que ajudaria a manter o alto nível das competições”, completa.

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