Corações Abertos

Pista sintética é o principal legado do Jasc para a comunidade caçadorense

Campeão em 2014 e 2016, Laurindo observado pelo técnico Donizete faz o teste de avaliação

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A pista de atletismo com revestimento sintético será o principal legado que a edição 58ª dos Jogos Abertos de Santa Catarina vai deixar para Caçador e região. A partir de agora a modalidade tende a crescer com a formação de futuros campeões. Que o diga Laurindo Nunes Neto, medalha de ouro em 2014 e 2016 na prova de 10 mil metros, prata em 2012, bicampeão da Maratona de São Paulo e que ocupa a quarta colocação no ranking brasileiro. A nova promessa caçadorense Tiago Emídio Fernandes, campeão dos 1.500m e prata nos 5 mil, nos Joguinhos Abertos, realizados recentemente em Curitibanos.

O trabalho dos professores Antonio Donizete Horbach e Danieli da Silva não é de agora. Depois da busca de talentos nas escolas, eles passam a fazer parte da Associação Caçadorense de Atletismo. São 55 alunos desde a iniciação. Na fase posterior começa a etapa de alto rendimento, visando as competições promovidas pela Fesporte, como os Jogos Escolares, Olesc e Joguinhos, até chegar nos Jasc,” que em razão da idade Tiago ainda não pode participar. “Caçador pode se orgulhar com esse trabalho, que não de agora”.

A história de Laurindo começou lá na época da escola, mas admite que seu forte sempre foi o futebol. A Secretaria da Educação promoveu corrida rústica, com o atleta terminando na quinta colocação. Com isso se credenciou para disputar uma competição, em Florianópolis. “O Donizete me convidou para treinar na equipe, num primeiro momento, mas não achei interessante”. O atleta lembra que passado algum tempo o seu técnico mandou outro convite para participar. “Percebi que ele apostava no meu potencial e aqui estou graças a ele”.

Mas a pista não será utilizada apenas para a prática de esporte de rendimento. De acordo com o secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Enemir Corozzola, o Garça, o local será transformado em parque de lazer, podendo ser usado por toda a população caçadorense. “Quando elaboramos o projeto não pensamos apenas nos Jogos Abertos, mas também naqueles que costumam caminhar no dia a dia”, complementou Garça.

 

Orlando Pereira/Especial

 

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